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terça-feira, 26 de julho de 2011

Poema de Myrtes Mathias

Enquanto o Coral Cantava

Enquanto a música enchia o templo,
eu vi o Rei.
Vestido de majestade, coroado de honra,
um cetro de poder e glória na mão.
Ele voltava.

Livre dos sapatos e dos preconceitos,
da doença e da fadiga.
Feliz, como uma criança que se atira
na direção do Pai – depois de uma ausência
que só fez maior o amor e a necessidade
de ver – eu corria no meio da multidão,
que erguia palmas brancas
em saudação Àquele que voltava.
Lá estavam Livingstone, Carey, Bratcher,
Corinto, Miranda Pinto...
Lá estavam os vultos frágeis,
Ana de Ava, Noemi Campelo, Caíta,
Lotie Moon...
Os missionários de todas as raças.
Os grandes que se fizeram pequenos,
os pequenos que a fé tornou gigantes:
Bagby, Taylor, D. Chiquinha,
que eu conheci
quebrando coco babaçu,
para sustento da obra
que eles começaram.
Lá estavam D. Maria e D. Carmen
- um corpo perfeito no lugar daquele
que a lepra deformara.
Lá estavam Darito e os companheiros
de enfermaria que ele levara a Cristo,
livres do balão de oxigênio
e do terrível clima de segregação.
Lá estavam meus amigos cegos,
com olhos enormes de luz
e expectativa;
Meus priminhos mudos, entoando,
mais alto que todos,
o canto de vitória e gratidão.
Livres de grades
e de cadeiras de rodas,
lá estavam muitos que eu conhecera
prisioneiros da doença e do pecado.
Lá estava meu irmão
que Deus levou tão cedo.
Lá estavam os mártires de todas
as épocas, do tempo dos césares
e das cortinas de ferro e de bambu.
Lá estavam homens de pele escura
e alma cor de neve;
índios de brilhantes cabelos,
crianças de todas as raças,
cantando hosanas, como na entrada
triunfal em Jerusalém.
Lá estavam os meninos do Tocantins,
os barqueiros do São Francisco,
a gente do Araguaia,
os colonos da Transamazônica,
que se haviam tornado súditos
do Caminho maior.
Num milagre sem explicação,
a multidão de mil cores,
que entoava hinos em mil línguas
e dialetos,
era absolutamente igual, no sentimento
que fazia de todos
uma só corrente de alegria,
formada por mil elos de amor.

Eu disse que todos estavam lá?
Não sei. Parece-me que havia lacunas
na multidão e no coração do Rei.
Muitos estavam ausentes,
presos a cuidados terrenos,
deixando a escola suprema
para um amanhã inexistente,
oferecendo a Momo um último holocausto,
como se fosse possível
servir a dois senhores,
abraçar o mundo, sem desprezar o Rei.

E foi assim, enquanto o coral cantava,
que pude sentir o quanto amava ao Rei,
o quanto meu coração agradecia,
por estar entre os salvos;
por chamá-lo pelo nome que Madalena usou
quando o reconheceu:
- Voltaste, Raboni! Aleluia!
Bem-vindo sejas, meu Senhor, meu Deus!

Myrtes Mathias
No livro Encontro Marcado (JUERP)

Fonte: http://www.iciocara.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Por que não Choramos ?

UBEMISS

Nós choramos quando perdemos um amor.
Nós choramos quando nosso navio não chega.
Nós choramos quando perdemos nossa mãe.
Nós choramos quando nosso dinheiro foi gasto.

Mas, quando sabemos de milhares que
morrem na escuridão, sem nunca terem
conhecido a luz de Cristo, por quê?
Por quê? Por que nós não choramos?

Nós choramos quando vemos um filme triste.
Nós choramos quando nosso time não ganha.
Nós choramos quando a festa acaba.
Nós choramos quando não nos adaptamos.

Mas, quando sabemos que milhares
morrem na escuridão, sem nunca terem
conhecido a luz de Cristo, por quê?
Por quê? Por que nós não choramos?

Nós choramos quando o casamento se acaba.
Nós choramos quando as crianças crescem.
Nós choramos quando nossa juventude se vai.
Nós choramos quando nossos pecados
Se tornam conhecidos.

Mas, quando sabemos que milhares morrem
na escuridão, sem nunca terem conhecido
a luz de Cristo, por quê?
Por quê? Por que nós não choramos?



Letra de música de Tommy O’Dell,
Do livro Por que Eles não Choram?
(Comunidade Internacional de Ceifeiros) 
 Graça Editorial

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Dois Poemas Missionários, de Eliúde Marques


OBRA MISSIONÁRIA

Um chamado, um anseio, uma esperança;
um olhar se evolando na distância;
uma voz cujo eco não se cala;
uma fé que ninguém pode arrancá-la;
um espírito rendido em oração;
uma vida doada – o coração.

Obra missionária!
Campo aberto da mais febril batalha.
Luta sem par das trevas com a luz,
guerra que é feita em nome de Jesus!

Se Deus te chama, apressa, meu irmão,
é tempo de cumprir tua missão
aqui, ali, além, seja aonde for,
estando na vontade do Senhor!

África, índia, América, o mundo inteiro
precisa crer que Deus é verdadeiro.
Que não é mito, é vivo, santo, eterno
e quer livrá-lo do tão vil inferno.

Brasil, Ásia, Europa, o mundo inteiro
espera pelo crente brasileiro.
Um povo que está cheio de poder
e que na Obra missionária crê.

Certo está de que Quem o convocou
o necessário providenciou,
e há de prover toda a necessidade,
porque Sua Palavra é a verdade.

Obra missionária!
Da Suécia teu brado nos ergueste
e arraigada entre nós permaneceste,
e até hoje o amor dos que venceram
arde na vida dos que o receberam.

Joel Carlson, Daniel Berg, Gunnar Vingren:
pés que na terra nunca descansaram,
santos que deram todo o coração,
vidas de fé que não se apagarão.

Obra missionária!
África negra, África escrava,
legado de trabalho que imigrava
à nossa Pátria em tempos de outrora.
Ergue-te, pois, Brasil, é tua hora
de lembrares que foste libertado
e a África ainda é escrava do pecado...

Se Cristo te chamou e ainda chama,
vai, porque grande é a multidão que clama.
Se Deus chamar-te, moço, é que precisa,
vai, que o Senhor se responsabiliza!

Se Deus comissionou urgentemente,
deixa tua pátria e deixa tua gente
em busca de almas de criança e velho,
e esse Deus que chamou para o dever,
há de te sustentar com seu poder,
na transmissão do seu santo Evangelho!



EIS-ME AQUI

Eu ouço além, Senhor, tua chamada
e o vasto campo eu vejo a florescer;
porém, desejo estar bem preparada
e revestida pelo teu poder!

Eu quero dar-te a minha vida inteira,
embora eu nada represente ou seja;
quero ser luz, ser paz e ser bandeira
hasteada para o bem da tua igreja!

Eu sei que Tu tens preparado tudo,
'té mesmo o que jamais pude antever;
o pão, a veste, o amor e, sobretudo,
a graça e a firmeza de vencer.

Se queres, pois, Senhor, toma a tenaz,
toca os meus lábios porque sempre cri
que esse teu toque me fará capaz
de assim dizer: Envia-me, eis-me aqui!

Eliúde Marques

Do livro: Luzes do Arrebol - Poemas que a Fé inspirou

Fonte: http://poesiaevanglica.blogspot.com

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Dois Poemas Missionários


Lá fora, além das paredes que te cercam
e protegem, longe do calor que te aquece
o corpo e o coração,está a grande vinha do Senhor;
crianças que perderam os pais,
mil mulheres que vendem o corpo,
milhões de jovens que procuram uma razão de ser;
povo, que é teu povo, caminhando
irremediavelmente para o abismo...
Pára. Olha. Pensa. E ouve teu desafio
na própria voz do Mestre:
“Levantai os olhos e vede...
Vai hoje trabalhar na vinha...”
Ainda é tempo de obedecer,
alcançar a vinha aqui, ali, além;
sustentando aqueles que vão,
onde estiver um deles pregando a salvação,
tu estarás, também.

Myrtes Matias


Não envie missionário

Não envie missionário se fores esquecê-lo
Não envie missionário se não queres mantê-lo
Não envie missionário se não queres ajudá-lo
Não envie missionário se queres só retorno financeiro
Não envie missionário só com palavras sem ação de fato
Não envie missionário para cobrar resultados rápidos
Não envie missionário se julgar que um missionário é um super homem
Não envie missionário só para fazer nome
Não envie missionário se vai deixar falta-lhe o pão
Não envie missionário se vai faltar-lhe comunicação
Não envie missionário se teu coração não for com ele
Não envie missionário se não é capaz de amá-lo
Somente envie missionário se há em tua vida e coração amor e compromisso com missões!

Josileia Ferreira Neves

Fonte: Missão SEMIPA